sábado, 30 de janeiro de 2010

MOVIMENTAÇÃO E MUDANÇA DE DECÚBITO - E6N

É o processo de movimentar e mudar o decúbito do paciente com limitações físicas, para descompressão de área sob proeminências ósseas, prevenção de fadiga, manutenção do tônus muscular e prevenção de complicações pulmonares.
Tem como finalidades: prevenir contraturas musculares e deformidades; estimular a circulação, ajudando a prevenir tromba flebites, úlceras de pressão e edema de extremidades; promover a expansão pulmonar e a drenagem das secreções respiratórias, prevenindo complicações; aliviar a pressão sobre uma área corporal; prevenção de fadiga.
Material para executar a técnica: travesseiros e coxins.
Procedimentos para movimentação e mudança de decúbito em pacientes acamados
a. Verifique a necessidade e a freqüência da movimentação.
b. Oriente o paciente quanto á movimentação e à importância de sua participação ativa e passiva.
c. Lave as mãos e reúna o número de travesseiros e coxins que forem necessários.
d. Coloque o paciente em posição horizontal, se ele tolerar.
e. A movimentação do paciente, de preferência com o auxílio de outra pessoa, poderá ser realizada para cabeceira, lateral da cama ou decúbito lateral.
f. Cabeceira:
• Flexione os joelhos do paciente;
• Coloque um braço sob os ombros, apoiando a cabeça, e o outro sob a região lombar;
• A um comando, ambos os operadores suspendem e movimentam o paciente em direção à cabeceira.
Lateral da cama:
• Flexione os joelhos do paciente;
• Coloque um braço sob os ombros, apoiando a cabeça, e traga o tórax do paciente para o lado proximal da cama;
• Coloque um braço sob a região lombar e outro sob os quadris e traga a parte inferior do corpo para o lado proximal da cama;
• Posicione corretamente os membros inferiores e os pés.
Decúbito lateral D (direito) ou lateral E (esquerdo):
• Coloque o paciente em um dos lados da cama em decúbito dorsal. O operador deve colocar-se ao lado da cama para o qual o paciente será virado. Flexione os joelhos do paciente e coloque o distal sobre o tronco.
• Segure no ombro e no quadril distal do paciente, role-o sobre si para o centro da cama em direção ao operador;
a. Apóie as costas com os travesseiros ou coxins. Posicione as pernas, estendendo a de baixo e flexionando a de cima e apoiando-as sobre a cama. Se o paciente permanecer nessa posição, colocar um travesseiro de apoio entre os joelhos.
b. Apóie os braços, os pés e as articulações em travesseiros ou coxins em uma posição anatômica e que ofereça mais conforto.
c. Ajuste as cobertas e deixe o paciente confortável.
d. Deixe sempre a unidade em ordem.
e. Anote o procedimento realizado e as observações.
Movimentação do paciente em decúbito dorsal
a. Mantenha a cabeça alinhada com a coluna vertebral, utilizando um travesseiro sobre a cabeça e o pescoço.
b. Estenda discretamente os membros superiores no nível dos cotovelos.
c. Flexione os membros inferiores, colocando um lençol sob os joelhos com um aro de borracha na região sacra.
d. Mantenha os calcanhares livres, colocando um lençol sob as pernas e um suporte na região plantar.
e. Previna o pé eqüino, colocando um suporte de maneira a manter os pés em ângulo de 90º com a perna.
f. Vire o paciente em decúbito lateral com auxílio do lençol móvel.
g. Solte o lençol móvel de um lado.
h. Coloque o paciente um pouco mais para a beira do leito, no lado oposto ao que se vai virá-lo.
i. Cruze a perna do paciente para o lado que se quer virar.
j. Pegue o lençol móvel, enrole e puxe devagar para cima, até o paciente ficar virado de lado.
k. Coloque um travesseiro entre as pernas, um para apoiar o dorso e outro no abdome.
l. Deixe o paciente confortável e o ambiente em ordem.
Movimentação do paciente em Decúbito Ventral
a. É preciso, primeiro, colocá-lo em decúbito lateral e, a seguir, colocar uma das mãos no ombro e a outra na região coxofemoral, para auxiliar o paciente a ficar na posição adequada.
b. Coloque travesseiros sob as pernas, o peito e o abdome, deixando o ambiente confortável.
Observações Importantes
• Trabalhe com movimentos firmes e seguros, utilizando a mão toda e não somente as pontas dos dedos;
• Tenha as mãos sempre secas e quentes;
• Nunca movimente sozinho um paciente obeso ou com dependência total;
• Use sempre a mecânica corporal;
• Faça movimentos sincronizados quando há dois ou mais operadores;
• Respeite as limitações do paciente;
• Mantenha a privacidade do paciente;
• Preste atenção quando o paciente estiver com infusão venosa.
Para drenos, sondas e outros aparelhos não sejam dobrados ou retirados em movimentos bruscos, planeje o movimento antes de escutá-lo.

 Movimentação Ativa e Passiva
A movimentação ativa é quando o paciente participa gastando energia e fazendo esforço para exercitar seus músculos ativamente. Esse trabalho promove o aumento da força e do tônus muscular, melhorando também a mobilidade das articulações e favorecendo o bom funcionamento intestinal.
Na movimentação passiva não ocorre a participação do paciente: outra pessoa realiza os movimentos por ele, com o objetivo de melhorar a circulação sanguínea, aumentando assim a oferta de nutrientes e de oxigênio dos tecidos, prevenindo a formação de úlceras de pressão, evitando contraturas musculares etc.
A permanência no leito por tempo prolongado acarreta uma série de complicações, como: deformidades, atrofia muscular, complicações pulmonares e circulatórias. O tipo, a quantidade e a freqüência da movimentação passiva devem ser corretamente planejados.
Tipos de movimentos utilizados:
• Abdução: realizado para fora do eixo central do corpo;
• Adução: realizado em direção ao eixo central do corpo;
• Flexão: curvar ou dobrar;
• Extensão: estender ou esticar;
• Rotação: girar, num movimento circular, em torno de um eixo fixo;
• Pronação: virar para baixo em direção ao chão;
• Supinação: virar para cima.
Estes movimentos devem ser realizados nas principais articulações dos membros superiores e inferiores: antebraços, mãos, dedos das mãos, joelhos, cotovelos, coxas, pés, dedos dos pés e tornozelos.
O grau de movimento que as pessoas podem tolerar varia consideravelmente; portanto, deve-se evitar a fadiga e a dor durante os exercícios. As articulações devem ser exercitadas até o seu limite de movimento, evitando-se forçá-las quando há resistência ou queixa de dor.

Um comentário:

izaque lima disse...

o texto estar de acordo com atualização atual. parabens pela postagem, foi muito proveitoso por meu estudo.

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